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O gibi do melhor Clube  escrito em sexta 27 junho 2008 14:53

Blog de dentrodarte : DENTROD´ARTE, O gibi do melhor Clube

O gibi do melhor Clube

Roberto D´arte

            

               Em se tratando de arte, tudo que é realmente bom merece ser divulgado. Quem tem o Clube da Esquina como uma das melhores referências da Música Popular Brasileira não pode deixar de conhecer a história desta turma mineira na versão gibi. Basta ir lá no site Museu Clube da Esquina (www.museuclubedaesquina.org.br) e procurar pela seção “Clube em Quadrinhos”.

          O projeto, que tem textos e desenhos elaborados pelo quadrinista Laudo Ferreira Júnior, é baseado em uma obra fantástica – “Os Sonhos Não Envelhecem – Histórias do Clube da Esquina”, do escritor, poeta e compositor Márcio Borges. Não é um trabalho necessariamente voltado para o público infantil, embora seja uma ótima oportunidade para os adultos “clubesquinistas” apresentarem a seus filhos, sobrinhos, afilhados e alunos uma verdadeira história de amizade, permeada de música, cinema, poesia e “mineiritude”.

           Lançado em 1996, o livro de Márcio Borges é uma biografia coletiva, recheada de curiosidades e fotos tiradas do baú. O seu fio condutor é o próprio Márcio, que partiu da sua amizade e parceria com Milton Nascimento (o então Bituca) para contar como nasceu na Belo Horizonte da década de 70 esse clube sem paredes, mas de base muito sólida.

         Parte do título da obra é uma referência à belíssima canção “Clube da Esquina 2”, fruto de uma das muitas parcerias entre Milton Nascimento, Márcio Borges e seu irmão Lô Borges. “Porque se chamavam homens, também se chamavam sonhos, e sonhos não envelhecem”: a frase traduz bem o espírito do livro enquanto registro das buscas e descobertas de jovens que perseguiram sonhos simples, como tantos outros sempre fizeram e ainda o fazem.

      A versão em quadrinhos ficou bem interessante, pois seu autor conseguiu captar a leveza que Márcio consegue imprimir em suas memórias. Os traços expressivos de Laudo deram vida a uma ambientação que no livro fica por conta da imaginação do leitor. Claro que é sempre muito bom exercitar esta tarefa, mas é gratificante também ver uma obra literária ser transposta para outras linguagens artísticas, como o cinema, o teatro e, neste caso, para os quadrinhos.

         Pouco a pouco o quadrinista vai mostrando as versões em desenho de Milton, Lô, Márcio, Beto Guedes, Fernando Brant, Toninho Horta, Ronaldo Bastos, Wagner Tiso, Tavito e outros tantos protagonistas de canções memoráveis e de um movimento que apontou caminhos originais para a música brasileira. Foram eles os responsáveis pelo que mais tarde viria a ser chamado de “a música de Minas”, com melodia, temática e estética próprias.

     O Clube da Esquina influenciou e continua influenciando novas gerações de cantores, compositores e bandas nascidos em terras mineiras e fora delas. Mais até: seus expoentes continuam em plena atividade, com trabalhos solos e parcerias que mantêm cativa uma legião de admiradores no Brasil e no exterior.

(publicado no Jornal TRIBUNA LIVRE, Viçosa-MG, em 27 de junho de 2008)

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Dias tenebrosos  escrito em sexta 20 junho 2008 16:40

Blog de dentrodarte : DENTROD´ARTE, Dias tenebrosos

Dias tenebrosos


Roberto D’arte


          Apesar de ser bastante difícil a análise do presente sob a ótica de um historiador, é bem possível imaginar quão tenebrosas serão as constatações que farão os profissionais desta área sobre nossa época. Eles vão ter um vasto material para teses e mais teses sobre a banalidade da violência neste início de novo milênio.

         Com os muitos sites de notícias na internet e os telejornais em tempo integral, a violência salta aos olhos nos quatro cantos do mundo. Homicídios, suicídios, atentados, espancamentos, abandonos de bebês, acidentes de trânsito, guerras civis, desrespeitos aos direitos dos cidadãos: a barbárie é cotidiana no mundo dos civilizados, e a luz no fim do túnel, uma utopia cada vez mais restrita à fé individual.

          O que antes era somente obra de ficção em livro ou filme, ganha vida na rua, em casa, na escola. Possivelmente a humanidade já teve outras épocas de medo, dor e desesperança. No entanto, os dias tenebrosos que já se desenham parecem revelar um caminho sem volta, em cima de campos minados, de areia movediça.

         Os filmes “Tempo de Violência” (Pulp Fiction) e “Um Dia de Fúria” – duas grandes produções hollyoodeanas – abordam o tema “violência cotidiana” em suas facetas mais secas. Seus enredos, totalmente verossímeis, refletem uma faceta da sociedade norte-americana, mas também trazem a universalidade deste que já é um dos piores tumores contemporâneos.

           Para as pessoas que optam pelo caminho inverso a tudo isso, a dor é sempre maior, pois nada consegue ter sentido, e viver em sociedade passa a ser um desafio diário. O único antídoto para tornar as coisas mais amenas é a busca individual de uma espiritualidade que aponte um equilíbrio constante entre o que se é, o que se quer e o que se pode realmente ter. Quem consegue enxergar com mais clareza as entrelinhas da nossa trajetória passada e presente, tem, ao menos, a possibilidade de fazer certas escolhas, como o modo mais adequado de vida, o melhor caminho a seguir e as companhias mais agradáveis.

           O problema mesmo é conseguir forças para tentar fazer algo mais que reflita no coletivo. Afinal, ninguém consegue se isolar ao ponto de estar imune às conseqüências sociais de tudo que se faz. Por isso, nunca é repetitivo demais afirmar que o que acontece ao nosso redor reflete nossas pequenas ações corriqueiras. Como negar que tudo o que foi artificialmente construído teve as mãos e mente do ser humano? Então, é lógico afirmar que toda a destruição advinda direta ou indiretamente disso também tenha seu toque.

           A culpa é o pior peso que alguém pode carregar. A culpa coletiva crônica, por sua vez, é mil vezes pior! O olhar para os erros do passado somente tem sentido se for com o intuito de buscar respostas para os acertos no presente e no futuro. Constatar quando a violência se tornou algo banal e incontrolável é útil para entendê-la melhor. No entanto, ficar remoendo suas causas é adiar sempre as soluções, que podem ser tão humanas quanto é a própria miséria. Esta é a base da minha esperança; o princípio da minha fé.

(publicado no Jornal TRIBUNA LIVRE, Viçosa-MG, em 20 de junho de 2008)

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Tragicomédia boanovense  escrito em sexta 13 junho 2008 12:16

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Tragicomédia boanovense


Roberto D´arte


    Para quem é natural de pequenas cidades, como eu, nada mais prazeroso do que lembrar dos “causos” e personagens marcantes do lugar. A minha querida Boa Nova-BA foi e continua sendo cenário de histórias sensacionais, merecedoras de registros em livros e filmes.

       Uma das que mais gosto remonta à década de 1960, quando o teatro ligado ao Grupo de Jovens da Igreja Católica atingia o seu auge. Atores e atrizes amadores chegavam a montar por ano até três peças, sempre apresentadas no Salão Paroquial da cidade (infelizmente, destruído no início desta década).

    À frente do grupo, perfeccionista e adepta dos dramas realistas, estava a saudosa Alice de Sá (carinhosamente chamada por todos de Dona Licinha). Eram sempre dela as adaptações de textos bíblicos como “O Filho Pródigo”, “A Paixão de Cristo” e o “Auto de Natal”.

    Certa vez a dramaturga boanovense resolveu abordar um tema bastante difícil, forçando seus alunos a mergulharem fundo em textos do Livro do Apocalipse. Era consenso de que o fim do mundo seria mostrado de forma dramática e realista, principalmente em seu final, com o planeta sendo destruído com a fúria da natureza. Na leitura de Dona Licinha, no entanto, haveria uma chance para os humildes e inocentes, que sobreviveriam ao castigo divino.

        Diretora e elenco acharam que era hora de inovar. Decidiram achar de qualquer jeito alguém para simbolizar os escolhidos que, em nome de Deus, continuariam a jornada humana na Terra. Não queriam um ator ou atriz já conhecido do público da cidade. Queriam uma pessoa do povo, realmente simples, que sequer precisasse de figurino e maquiagem para convencer a platéia.

       Foi preciso quase uma semana de busca para se chegar a um rosto que parecia perfeito para as pretensões do grupo. Os “caça-talentos” estavam certos de que Maria-da-Lata iria emocionar a todos ao sair debaixo dos escombros cenográficos na derradeira cena do espetáculo “O Fim do Mundo”. Aquela mulher humilde, rude e de olhar sofrido era uma das tantas carregadoras de água que enchiam os tanques das casas em troca de qualquer dinheiro. Fazia inúmeras viagens por dia com uma grande lata na cabeça até o local que naquela época era chamado “Bixiguento” (uma espécie de cisterna de uso coletivo). Vale registrar que até então Boa Nova não possuía um serviço oficial de abastecimento de água nas residências.

        Analfabeta e de poucas palavras, Maria-da-Lata não foi convencida facilmente a participar da peça. Relutou o quanto pôde, argumentando que nunca tinha ouvido falar desse “tal-de-teatro”. Terminou fisgada pela boca; ganhou o equivalente a uma cesta básica para compensar os dias que perderia ensaiando. Sua participação, na verdade, seria muito rápida e sua fala, apenas duas palavras. Ela teria tão-somente que decorar a seguinte seqüência: sair debaixo dos escombros, após a tenebrosa catástrofe do fim do mundo; encarar a platéia e dizer: “escapei milagrosamente!”. Depois disso as cortinas se fechariam e o espetáculo terminaria.

      Um mês após intensivos ensaios e divulgação nos quatro cantos da cidade, eis que o Salão Paroquial ficou superlotado, com gente do lado de fora clamando para entrar. A peça se desenrolou com muita competência do elenco, revelando uma história tão dramática que aqueles que não levaram lenços tiveram que enxugar as lágrimas com as mãos.

    A cena final, então, quanto realismo! Os contra-regras, nos bastidores, tratavam de reproduzir com perfeição os roncos dos trovões (feitos com tambores e folhas-de-flandres), os raios que caíam sem parar (minuciosamente calculados com lanternas e espelhos), as pedras enormes (confeccionadas em isopor e papelão) e uma imensa nuvem de poeira (produzida com talco e pó-de-serra).

     Conforme havia ensaiado inúmeras vezes, Maria-da-Lata entrou rastejando no palco em meio a uma escuridão completa; naquele instante o silêncio no recinto era sepulcral. Em seguida, uma luz suave iluminou aos poucos o rosto daquela pobre mulher, que se levantou, caminhou até a frente do palco e lançou um olhar fixo para o público. Com os braços e a cabeça erguidos na direção do céu, a personagem de Maria-da-Lata finalmente gritou em júbilo: “milagrei escaposamente!!!”

     Os que estiveram no Salão Paroquial naquela inesquecível noite disseram que foi preciso mais de meia hora para que a platéia parasse de rir. Há quem diga que aconteceu o mesmo com os que estavam nas coxias e camarins, com exceção de Dona Licinha.

(publicado no Jornal TRIBUNA LIVRE, Viçosa-MG, em 13 de junho de 2008)

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Escravos do vil metal  escrito em sexta 06 junho 2008 10:03

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Escravos do vil metal


Roberto D’arte


           Direta ou indiretamente, quase todas as mazelas do mundo estão ligadas ao dinheiro. Ele determina destinos, define classes e posições sociais e é o principal responsável pela noção mais corriqueira de felicidade.

             A tese de que todas as pessoas têm seu preço parece se confirmar a cada nova operação policial em torno de esquemas de corrupção envolvendo políticos, empresários, servidores públicos e mesmo cidadãos tidos como insuspeitos. O valor estipulado para a compra do caráter de cada um depende da sua ambição ou necessidade. Há quem deseje todo dinheiro que for possível, não importando quais sejam as fontes. Outros aceitam participar de golpes pequenos e localizados para saldar dívidas miúdas. Outros tantos sequer se permitem trilhar os caminhos honestos para adquirir dinheiro limpo; escolhem o mundo do crime – com roubos, estelionatos, seqüestros e assassinatos – e destroem qualquer um que seja visto como obstáculo.

            Felizmente, a tese do preço de cada um não se aplica a todos. Há muitos, em todas as nações e culturas, que insistem em acreditar no que há de melhor no ser humano. Estes aceitam o dinheiro como o referencial econômico e social para o qual foi criado. Preparam-se e se esforçam para receber o que consideram justo a uma sobrevivência digna, e usam o que devem com o mesmo senso de justiça. Os deste grupo são capazes de olhar para as notas que carregam na carteira e dizer com convicção quem manda em quem.

          Não por acaso o dinheiro já foi chamado de vil metal. Como sinônimo de reles, ordinário, mesquinho, miserável, insignificante, desprezível, infame, a palavra “vil” atrelada ao dinheiro é uma maneira de se chamar a atenção para a armadilha que se tornou esta invenção humana. É certo que tais adjetivos são talhados apenas a nós, e que o dinheiro em si representa somente o valor que damos a ele. No entanto, os objetos sempre foram motivos de idolatria para o homem, principalmente quando associados a algum tipo de poder. Muitos sãos os que choram pelos carros consumidos em acidentes antes mesmo de se lamentarem pelas vidas perdidas neles.

            O que são ouro, prata e pedras preciosas senão minerais marcados com valores de comércio? Dá para entender por que tantas pessoas morreram nesses milhares anos de nossa história por causa deles? Imagino que muitos possam achar bem ridículo o que ressalto aqui, mas mesmo esta sensação faz parte de algo cristalizado em nossa cultura. Quem se dá ao trabalho de questionar que uma moeda é apenas um metal e que uma nota de 100 reais é tão-somente papel? Afinal, louco é quem rasga dinheiro, e não quem se espanta com o fato de uma vida valer praticamente nada.

         Vivemos a era da mais abrangente evolução material e tecnológica de toda a história da humanidade. Por outro lado, testemunhamos um período tenebroso de barbáries, destruições e de encolhimento espiritual. Numa época em que se mata por um tênis, em que se desviam milhões dos cofres públicos por luxúria e sede de poder e em que se fazem absurdos por dinheiro num programa de TV, o que esperar de sentimentos como compaixão, dignidade, solidariedade? É certo que dependemos do bem estar material para nos mantermos dignos e solidários, e nisso o dinheiro é um referencial importante. A diferença está na liberdade em usá-lo apenas como passaporte e na escravidão advinda dele.

(publicado no Jornal TRIBUNA LIVRE, Viçosa-MG, em 6 de junho de 2008)

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Duas vidas  escrito em sexta 30 maio 2008 10:04

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Duas vidas

Roberto D’arte


     Numa daquelas viagens que tão bem cabem em obras de realismo fantástico, o que fariam os adultos se pudessem ficar cara a cara com a sua versão criança? O que diriam a ela para fazer, deixar de fazer ou melhorar?

     Ainda que na realidade este seja um exercício literalmente impossível, há, sim, um quê de terapêutico nele. Constantemente me pego pensando em minha infância, tentando trazer à memória o meu jeito de ser, de pensar e de sentir, principalmente entre os 5 e os 10 anos. Tento fazer paralelos entre o que fui e o que sou, buscando encontrar similaridades e discrepâncias; procurando o fio da meada do que penso ser o melhor de mim.

         Para quem não assistiu ao ótimo filme “Duas Vidas”, dirigido por Jon Turteltaub e estrelado por Bruce Willis, é exatamente essa a temática. Nesta comédia lançada em 2000 Willis é Rusty, um homem na casa dos 40 anos, bem sucedido profissional e financeiramente, capaz de ser bajulado pelos clientes por seu talento peculiar, cobiçado pelas mulheres e totalmente intolerante com os funcionários e consigo mesmo.

        Mergulhado dos pés à cabeça num trabalho de valor um tanto duvidoso (salvar a imagem de empresários e políticos corruptos), Rusty vê inexplicavelmente surgir em sua vida uma pessoa que conhece bem, mas a quem fez questão de enterrar no passado. Com o peso de quem encontra na comida uma eterna festa e com a ingenuidade de qualquer criança de 7 anos, eis que surge o pequeno Rusty para dar de cara com seu eu do futuro. Neste encontro a personagem de Willis é levada não apenas a encarar tudo que sempre quis esquecer, mas a se lembrar de quem é e do que isto significa.

        Em meio a essa trama surgem as situações mais inusitadas, que vão dando ao filme um desenrolar leve e, muitas vezes, cômico. Quem fica à espera de uma explicação plausível para a forma como é feito o salto no tempo termina deixando de lado este aspecto da ficção para se envolver no principal da história. É até bem possível que durante a sua exibição as pessoas se permitam trazer de volta as crianças que foram, com suas alegrias e medos, com seus olhos puros para enxergar os mundos de fora e de dentro.

         Às vezes achamos que a vida adulta é por si só um antídoto para todas as inseguranças e fraquezas que possamos um dia ter sentido ou vivenciado na infância. No entanto, quando nos deparamos com estes mesmos sentimentos, com intensidade redobrada, percebemos o quanto necessitamos ir lá atrás para entender as causas e tentar resolvê-las tardiamente. Este é um dos princípios das terapias baseadas na psicanálise ou em outras vertentes menos convencionais.

           Em “Duas Vidas” Rusty é um adulto arrogante como muitos que encontramos por aí. Quanto percebe que toda a sua racionalidade está começando a ruir diante de um fato sem qualquer explicação, ele procura a sua analista com o mesmo desdém de sempre, em busca apenas de algum remédio concreto que possa fazer sumir uma aparição tão absurda. Mas não adianta: lá está ele, gordinho, bonachão e de uma meiguice contagiante – um menino que se esforça para reconhecer a si mesmo 37 anos mais tarde. São as duas mesmas vidas completamente antagônicas, incapazes de se misturar.

             Em tese, todo adulto tem a obrigação de ser melhor do que foi na infância e na adolescência. Esta é a suposta lei da maturidade. Na prática, no entanto, nem sempre é o que se vê...

(publicado no Jornal TRIBUNA LIVRE, Viçosa-MG, em 30 de maio de 2008)

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